terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mais uma tentativa

Estou aqui mais uma vez pra tentar de novo. Escrever é um hábito difícil de manter considerando a vida atribulada. Mas quem acredita sempre alcança.
Vamos nós mais uma vez nessa diversão sem fim.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A minha versão da morte do Orkut



Enquanto muitos dão explicações tenconlógicas para a morte do Orkut, e sim, eu concordo com quase todas, eu tenho uma explicação quase antropológica sobre o assunto.

Lembro quando ouvi falar a primeira vez da rede social. Foi na escola, no antigo 2º grau. Uma amiga antenada chegou falando de um lugar onde as pessoas que não gostavam de pudim se reuniam para falar sobre o tema. Parecia muito legal encontrar pessoas distantes que tinham os mesmos gostos que nós, conversar com elas, explorar o novo. E realmente foi. Ninguém pode negar que o Orkut foi a sensação de uns anos atrás e que ele era a essência da nossa conexão à internet. Receber um depoimento era uma festa. Ser adicionado por fulaninho então... E os scraps? Ah que felicidade. Acho até feio essa história de despresar tanto a rede, afinal, quem não era viciado?

Mas então chegou um tal de Facebook e começou a ser falado em todas as mídias massivamente. Era A rede social que o povinho lá de fora curtia, literalmente. E aos poucos, os usuários brazucas foram encontrando seu lugar na terra de Zuck.

E por que ele se tornou mais atraente do que o Orkut? O fato do compartilhamento ser instantâneo. Quem vai dizer que o ser humano não gosta de fofocar a vida alheia? Fato que receber a atualização dos seus amigos e conhecidos alí na hora, na sua página, sem precisar se movimentar para isso é muito mais empolgante. Você deve se lembrar o trabalho que dava entrar na página do foco da sua fofoca para ver o scrapbook, conferir se tinha algum depoimento novo, dar aquela olhadinha nas comunidades novas para garantir que a vida continuava a mesma, entrar em 12 míseras fotos do álbum e perceber que a vida do outro era mais divertida que a sua. Não diga que você não fez isso, porque eu não vou acreditar.

Aí aparece um lugar onde as pessoas dividem com você toda a sua vida e alí na sua página inicial aparecem todas essas atualizações. E você só vê se interessar. Sem perder a viagem, com a certeza de que algo realmente novo está acontecendo. Olha que maravilha. É a evolução da fofoca ao nosso alcance, sem suor.

E foi por isso que depois de um tempo chegou o Novo Orkut, com essa mesma funcionalidade. Atualizações recentes dos seus amigos. Mas aí já era tarde. Soou como cópia, plágio, falta de criatividade. E nosso bom e velho Orkut foi perdendo o brilho, mesmo tentando dar seus últimos suspiros. Ainda existem muitos usuários ativos por lá, mas no todo, os investimentos sociais estão acontecendo no Facebook, inegavelmente.

E essa é a minha versão para o enterro do Orkut estar cada vez mais próximo. Você pode não concordar, fique à vontade. Apenas andei pensando sobre isso.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A intimidade no coletivo - 10 casos críticos


Todos os dias passo por uma experiência matutina e vespertina no trânsito. Afinal, trabalhador brasileiro que se preze é frequentador assíduo do transporte coletivo. E sempre que estou lá, fazendo minhas 2:30h de ida e 2:30h de volta fico analisando como esse movimento pendular me faz ter tanta intimidade com gente que nunca imaginei ver na vida. Até porque meu colegas passageiros são bem peculiares. Não sei se por conta do trajeto para far far away onde moro ou se isso é comum em todos os ônibus e afins. O que sei é que eles são bem espaçosos. E existem vários estágios de intimidade. Analisei alguns durante esses meus 5 anos de vida assalariada e pude perceber muitos que se repetem e que com certeza você já viveu. Vamos a eles:

Em pé:
No corredor
Não há nada mais aguniante do que ter que dividir seu espaço com 572 pessoas ao mesmo tempo em um pequeno cubículo. Quando você está em pé, está também sujeito a desafiar a Lei de Newton, aquela tal de Forças de Contato que jura que duas pessoas não ocupam o mesmo lugar no espaço. Newton só escreveu isso porque na época dele só se usavam carroças. Se você já passou por isso sabe que é uma situação muito estranha ter que ficar se esfreganto, involuntariamente, no passageiro ao lado, na frente, atrás... E quando vem as curvas então! Não há o que fazer.



Segurando no ferrinho mais próximo
Outra clássica. Muitas pessoas, poucos lugares para se segurar. Me sinto uma macaquinha tentando encontrar um lugar ao sol. Ainda mais com a minha pouca estatura, o que me restam são os ferrinhos de apoio do banco. Aqueles lá de cima? Nem pensar, não alcanço. Aí a intimidade acontece no passa passa de mãos. Quando o buzão chega à sua capacidade máxima, quem conseguir segurar em algum ferrinho é rei. E quando alguém, desprevenidamente, resolve soltar de lá para ajeitar a bolsa ou coçar o olho, ferrou. Uma outra mão enlouquecida chega e pega o seu lugar. E nesse pega pega, solta solta, é que acontece o mão na mão, braço no braço. Até machuca.


Na suvaqueira alheia
Eu sou baixinha e não sei se essa é uma realidade para todos. Mas, quando estou em pé espreitando um lugarzinho sempre chega um colega alto, daqueles que conseguem segurar no ferro de cima e me dão inveja. Mas acontece que ele, esse altão, me faz ter muita intimidade com o seu suvaquinho. Sim, eu fico ali bem embaixo desejando que todas as janelas sempre estejam abertas.





Dividindo os gostos musicais
Dj do ônibus. Tem até campanha para acabar com essa praga. Mesmo assim, a gente sempre encontra um e outro fofo que insiste em mostrar seu gosto musical a qualquer um. E aí a intimidade é imposta, não há o que fazer a não ser que você seja cara de pau e peça pro cidadão desligar o querido mp3. E aí você ouve de tudo, de pagode à funk, uma intimidade só.



Na conversa do Nextel
Sempre há quem queira dividir sua vida pessoal com a gente, por isso o seu lindo rádio da Nextel é muito bem vindo para esse tipo de colaboração sonora. Ele é o mais indicado quando alguém quer fazer você entrar na conversa. Aí tem assunto de tudo, namoro, pagode, balada, falar nada, dar oi, perguntar se está tudo bem. Enfim, uma gama tão extensa de assuntos extremamente necessários que não tem como não prestar atenção em cada detalhe. Esse é o famoso inimigo íntimo.



Sentado:


Dividindo o espaço com pessoas 10 vezes maiores do que você
Pronto, agora você foi um dos felizardos que conseguiu garimpar um lugarzinho para ir cômodo até o final do trajeto. Mas não pense que você está livre dos íntimos mais desconhecidos ever. Eles estão por toda parte. Eis que surge um colega de banco e não, ele não é pequeno nem educado. Ele sempre será o dos maiores. Ombros largos, pernas abertas, bolsas e mochilas pesadas. Por que? Porque ele quer ter você como melhor amigo durante a viagem. Então, prepare-se. A intimidade é extrema. Ele vai abrir ao máximo suas perninhas e fazer com que fiquem bem coladinhas em você. Seu espaço será invadido. Ele vai começar a usar seu corpo como bloqueio nas curvas e não te deixará livre para respirar durante toda a viagem. Aceite, será assim.


O comilão
Quando seu "parceiro" resolve comprar uma deliciosa guloseima no ambulante que não quer incomodar a sua viagem, fique atento. Existem muitos que esquecem as regrinhas sociais e começam a dividir com você todo o barulho da degustação, assim como te dá inconscientemente  alguns pedacinhos do seu doce. Sim, ele deixa cair em você e só resta se limpar e quem sabe, fazer uma carinha de emburrado para ver se ele se toca. Mas não conte com isso, eles nunca se tocam.

Com o dorminhoco
Esse é clássico e não podemos atirar a pedra em ninguém. Afinal, todos nós já fizemos um dia. Inspirados na música "encosta sua cabecinha no meu ombro...", com o balancinho do ônibus pra lá e pra cá, com uma luz marota de fundo. Cenário perfeito para você se aconchegar no  ombro mais próximo para tirar aquela sonequinha indo ou voltando do trabalho. Não tem como impedir que sua cabeça encontre este ombro solitário e enfim vivam uma história de sonolência feliz. Até sonhos rolam. E quando você vê, até boca aberta foi incluída no cardápio. Intimidade que às vezes nem pro seu marido ou esposa é dada. 

Cotoveladas
Sabe quando você está num frescão, daqueles com banquinhos separados por um bracinho acolchoado? Nem lá você estará livre. Quando seu colega é mal intencionado ele vai querer ultrapassar essa barreira e ficar rossando seu cotovelo em você. Não importa quantos catucões no camarada você dê. Ele sempre vai ficar com saudades da sua pele e pronto, encostar seu bracinho em você. 



Sentada na fileira do corredor
Quando estou no corredor a sensação de pior lugar é muito clara. Você fica com seu rosto bem alí na região mais crítica da pessoa que está em pé. Sim, o ônibus lota e as pessoas ficam se jogando em você que está sentado. E seu rosto nunca fica no joelho né. É sempre alí no meio. Você sabe do que estou falando. E ainda por cima encosta no seu braço. Olha, não aguento. Que saudade da janelinha.




Descrevi apenas alguns casos. Sei que você, que assim como eu passa horas em um transporte coletivo, tem muitas outras experiências para contar. Inclua aqui seu caso íntimo, eu vou gostar de saber que não sou a única que fico com essa intimidade toda com meros desconhecidos.


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sem preconceitos musicais - NeverShoutNever

Eu e a música, um caso de amor. Confesso que tenho apresso especial pelas diferentes, antigas, clássicas, alternativas... No fim, sou bem eclética. Mas gosto das normais também, não vou negar.

Hoje resolvi dividir com quem quer que seja que eu curto NeverShoutNever. Não é pra rir! Mas é a realidade. Como eu fui conhecer essa criatura, você deve estar se perguntando. Posso adiantar que de maneira bem estranha, assim como a endumentária do rapaz. Estava eu voltando do almoço, quando no Citibank Hall meninas com no máximo 15 anos estavam elouquecidades na fila fazendo uma longa fileira de teens. Eu e meus amigos do trabalho, nada curiosos, resolvemos perguntar porque cargas d'água elas estavam por lá. Pois bem, pegamos uma cobaia desprevinida que passava por perto e questionamos: "é show de quem?". A resposta foi "NAVARSHOUNAVAR". Você entendeu? Nem nós. Coloquei na minha cabeça e na dos meus amigos que se tratava de Justin Bieber e que ela estava falando da turnê do pimpolho chamada Never say Never. Até que eu resolvi fazer o mais inteligente, logo depois de alguns dias, e ver no site da própria casa de shows a programação mais recente. Não é que encontrei um tal de NeverShoutNever?

Foi assim que resolvi acreditar no talento do bizarrinho e ouvir algumas músicas. E sim, eu curti (algumas). A minha preferida está aqui e consigo imaginar vários videozinhos fofos com a musiquinha leve. Alías, adoro a fotografia dos vídeos do menino. São legais, gente! Sério! Dá um play e me diz: é muito ruim e eu tenho problemas ou vale o crédito?




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sábado, 27 de agosto de 2011

Não posso falar do meu amor



Houve um tempo em que eu era inspirada e inspiradora. Enquanto eu sofria de amor palavras nunca me faltaram. Era simples descrever  minha dor, mesmo que doesse ainda mais quando ela se tornava texto. Eu enxergava as minhas lágrimas, eu entendia o meu pranto.

Mas o amor enfim se tornou verdade e ser correspondida é minha maior lacuna para a poesia. Agora não sei traduzir meu sentimento. Não encontro uma palavra suficientemente completa para definir essa realidade. Poderia até ser uma frase, um parágrafo, mas nada é digno de rima para falar desse amor.

Então fico com meu sorriso, com minha cara de boba quando seus dedos passam pelo meu cabelo, com as vozes de criança para falar do seu carinho, com a imaginação de um futuro perfeito ao seu lado quando ouço as músicas que falam desse amor. Esse que ainda não sei repassar pra ninguém. Que meus olhos falem sobre o que está  cheio meu coração, porque com as palavras já desisti. Meu poema não poderia falar sobre nós.

Se um dia eu me tornar Fernando Pessoa para falar da beleza do novo ou Clarisse Linspector para transbordar busca, aí sim farei questão de deixá-lo como tema principal do meu primeiro poema de amor real.
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domingo, 7 de agosto de 2011

A música que fala

Música é uma ótima maneira de expressar nossos sentimentos. E essa, é uma das mais lindas que eu já ouvi e que repito mil vezes sem enjoar. Compartilhando:




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sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse morreu




Inspirada por Rosana, resolvi escrever sobre a morte de Amy Winehouse, hoje, dia 23 de julho de 2011.

Eu, que tenho Valerie como toque musical do meu celular, lamento sim a morte prematura da Amy. Assim como tantos outros, famosos ou não, o vício por drogas calou mais esse talento. O triste é ver que nada foi de repente. Quantas notícias foram dadas, quantas vezes o assunto foi abordado, quantos shows cancelados. Uma vida que beirava à loucura e que ninguém, muito mesnos ela mesma, conseguiu forças para mudar. Como pode alguém que preenche os dias de tanta gente ser tão vazia?

Quem estava ao seu redor pra aconselhá-la? E sua família, pra onde foi? E a sociedade, que continuava a aplaudir seus goles e incentivar seu vício? E Amy, em que ponto chegou sua carência para só enxergar a droga como fulga?

Estou triste sim por ela não ter se curado. Triste por ver um talento desperdiçado. Triste porque a reabilitação não foi capaz de tratá-la. E como cristã, triste por ela não ter encontrado em Deus seu refúgio.

"I don't ever wanna drink again
I just, ooh, I just need a friend
I'm not gonna spend ten weeks
Have everyone think I'm on the mend"


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