sábado, 6 de junho de 2015
Depois de Auschwitz (Eva Schloss) - leitura de junho
Continuando minha saga, desta vez tive o privilégio de ler uma história da vida real, do tipo mais bela do que qualquer escritor criativo um dia poderia escrever.
Eu sou muito curiosa quando o assunto é Segunda Guerra Mundial. Leio e releio sobre o pior momento da humanidade, mas ainda não consigo acreditar que passamos por ela. Não consigo acreditar que um homem profundamente afetado por seus ideais retorcidos conseguiu levar o mundo ao caos, conseguiu matar milhares de pessoas inocentes e conseguiu mostrar que o homem pode liberar seu lado mais cruel quando busca por poder. Pois bem, Eva Schloss participou da história e sobreviveu para nos contar um pouquinho através da sua visão. Judia, como você já deve imaginar, ela passou pelo campo de concentração na Polônia e, apesar de todo horror e luta, conseguiu se salvar. Ela e sua mãe foram separadas do seu pai e irmão, que infelizmente, não tiveram a mesma sorte das duas mulheres. No livro, ela conta com detalhes os momentos que passou no campo e suas lembranças. Ao recomeçarem a vida, o destino as levou ao encontro de Otto Frank, pai da famosa Anne Frank. Com o passar dos anos, sua mãe e Otto engatam um romance e terminam suas vidas juntos. Eva se envolve no trabalho de divulgação do diário de Anne e com tantos encontros maravilhosos, acaba se tornando também escritora.
Eva escreve muito bem, talvez por isso acabar com 304 páginas em 1 semana não foi um problema. Além disso, ela conta a história de sua vida em todas as etapas. A gente conhece a Eva antes da guerra, durante a guerra, dentro do campo, após a guerra e hoje. Foi incrível poder conhecer um pouco sobre sua história. Recomendo e estou planejando ler seu primeiro livro - A história de Eva.
Obs: Como estou atrasada com a minha meta, ainda em junho vou ler Uma Curva no Tempo (Dani Atkins).
sábado, 23 de maio de 2015
O Meu pé de Laranja Lima (José Mauro Vasconcelos) - leitura de maio
Estava passando o tempo pela internet, quando me deparei com
o blog Depois que Li de uma menina parecida comigo, que gosta de ler. Em umpost sobre seus hábitos de leitura ela comentou que um dos livros que a tinha
feito chorar foi O Meu Pé de Laranja Lima. Fiquei super curiosa, porque apesar
de burra velha, nunca tinha lido.
Já estava com planos de comprar outros livros no dia
seguinte e aproveitei para fazer mais essa aquisição. Bela surpresa! Um dos
livros mais lindos e doces que já li na vida. Sim, mesmo burra velha, mesmo sem
as ilusões infantis, ainda assim, esse livro mexeu muito comigo e me fez
lembrar até mesmo a própria infância.
O livro conta a história do menino Zezé, que vem de família
muito pobre, mas que possui uma imaginação aflorada. Arteiro, apronta muito
pela vizinhança. Inteligente demais, essa criança possui uma sensibilidade de
adulto e é capaz de ver além das brincadeiras. Duas amizades se desenrolam ao
longo da leitura, a com o pé de laranja lima do seu quintal e com o Português,
um vizinho do bairro. Inclusive, o bairro é Bangu, aqui do meu ladinho. Me
senti em casa reconhecendo o nome das ruas.
E por que eu chorei? Porque a história dessa criança é tão
linda, cheia de sonhos, mas também cheia de dor. E porque é possível se jogar
nessas amizades como se fosse você na história. E porque no final tem um plus
inacreditável, daqueles melodramáticos. Depois que acabei de ler, ainda fiquei
1 hora soltando algumas lágrimas tímidas enquanto meu marido me julgava. E
sobre ter lido quando adulta, não poderia ter sido melhor. Se você já leu mais
novo, leia de novo. Sua imaturidade provavelmente não deixou entender toda a
beleza dessa história.
Sabe O Pequeno Príncipe? Então, não deixe de ler a nossa
versão tupiniquim. Ah! O livro é tão bom, que li em uma tarde e uma noite do
mesmo dia que comprei.
OBS: Eu sei que pulei março e abril no ciclo da leitura, mas
vou recuperar esse resultado. Próxima parada: “Depois de Auschwitz”.
Primavera Eterna (Paula Abreu) – livro de fevereiro
Enquanto eu procurava o livro FIM pela livraria, encontrei
esse outro na mesa e me pareceu uma leitura tão leve que não pude deixar de
comprar.
Primavera Eterna é da autora Paula Abreu, uma pessoa como eu
e você, que decidiu um dia que deveria começar a escrever, bem como sonhou
desde criança. Na verdade, me apaixonei pela capa do livro e pela história
envolver uma publicitária (no caso, minha querida profissão).
O livro conta a história de uma mulher jovem, a Maia, que
tem uma carreia promissora no Brasil e um namoro que parece perfeito. Mas, na
verdade, está presa num passado infantil, onde encontrou seu primeiro amor. Em uma
viagem de família, conhece Diogo, um menino que parecia um sonho. Já de volta
para a cidade, Maia descobre um dia que Diogo se mudou para os Estados Unidos
com a família e seu mundo se transforma em dor e saudade. Ao longo do tempo,
eles trocam algumas correspondências, mas nada com muito sucesso. Enquanto Maia
alimenta esse amor de infância, Diogo parece apenas crescer em Nova York. É por
isso que a personagem decide, em um dia qualquer, viajar para NY e encontrar
esse passado. Daí desenrola a história do reencontro e como as coisas podem ser
diferentes quando são vividas e não mais sonhadas.
Li em 2 dias se não me engano. O livro é muito leve, a
narrativa simples, e a história mamão com açúcar que de vez em quando faz muito
bem para a alma sair do peso do dia a dia tão maduro. Lei quando estiver afim
de esvaziar a mente.
FIM (Fernanda Torres) - livro de janeiro
Esse ano, além da minha meta de varrer o Netflix, também
quero varrer minha biblioteca e as livrarias mais próximas, porque ler pra mim
é como beber pra quem gosta de cerveja. Pretendo ler 1 livro por mês, ou pelo
menos, 12 no ano. Então, comecei pelo FIM.
FIM é o primeiro livro da Fernanda Torres. Sobre a
escritora, acho que dispensa comentários. Para mim, uma das melhores comediantes
que me faz rir só de estar parada. Com tanto burburinho, não pude deixar de
conferir a obra. Mas, não foi muito bem como eu esperava.
O livro conta várias histórias de homens no final de suas
vidas. Todas as histórias de cruzam. Grandes amigos de juventude que possuem
amores cruzados, esbórnia a vontade e fins não muito glamurosos. As histórias
se passam na Zona Sul do Rio, com as praias e bordeis como principais cenários.
Sendo bem sincera, achei as histórias chatas, só isso. E serei julgada por 99%
da população depois dessa afirmação? Serei. Mas é a minha percepção. Desculpem-me.
Achei a narrativa enrolada, e no fim do primeiro capítulo eu já não sabia quem
eram os personagens de tantos nomes misturados. Pensei em desistir de ler, mas
se desistisse não teria moral alguma para criticar. Então, fui até o fim do
FIM, e chateada demais, continuei achando ruim. Eu estava numa expectativa tão
grande por essa leitura, e o escolhi para ser o primeiro livro da minha saga
leitora do ano, que quando me deparei com a história fiquei muito decepcionada.
Mas, essa foi uma percepção minha e como já disse, o
burburinho em cima dele é tão grande que talvez eu seja o E.T.. Por isso, leiam
e tirem suas próprias conclusões.
domingo, 26 de abril de 2015
Aquele do amor
Qual a graça?
Pode ser diferente, quem sabe? Torto ou louco
Pode ser diferente, quem sabe? Torto ou louco
Não tem regra, nem caminho, nem direção, nem roteiro, nem manual
Pode ser normal?
Pode ser igual.
Fala que sim, hoje não
Tanto faz
Esquece o dia, prefere a noite, mas sempre volta pela manhã
Amanhã é certo não ser o de ontem
Não importa, é sempre novo, bobo, insano, leviano, bom
É um dom
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
A Vida é Bela
Continuando com as metas de 2015, esse post reúne umas três. Primeira: vou revirar o Netflix e honrar meus R$ 18 reais mensais investidos. Segunda: vou escrever sobre os filmes que vejo porque minha memória não é uma Brastemp e assim, quem sabe, eu me lembre do enredo com mais facilidade quando estiver nas rodinhas de amigos cinéfilos. Terceira: vou escrever nesse blog, apenas.
Você que já viu esse filme sabe que fiz uma ótima escolha para começar. Eu confesso, apesar de antigo e em looping na sessão da tarde, eu ainda não tinha dado a atenção merecida. A Vida é Bela é um filme italiano (primeiro motivo de não ter me feito sentir vontade de ver antes - minha máxima culpa). La vita é bella conta a história de uma família judia que vai parar em um campo de concentração. Sabe filmes que usam o nazismo como pano de fundo? Então, não sei porque ainda insisto em ver se sei que vou me debulhar em mar de lágrimas. Mas cada um sempre conta essa atrocidade de um jeito diferente, e a desse filme é sensacional.
Guido, o pai, Dora, a mãe e Giosué, o filho fofo. Três personagens que se convertem em um: a fé.
A história começa bem leve, com o encontro de Guido e Dora pela cidade. Se apaixonam, sempre com muito humor. Na transição do tempo, surge Giosué. A guerra já é uma realidade e no dia do aniversário do menino a surpresa acontece: a família é levada para o campo. Guido, sempre muito espirituoso, consegue usar a criatividade a seu favor. Cria uma história fantástica sobre o campo de concentração para convencer o filho de que aquilo não se passa de um jogo. Cada tarefa garante pontos que, somados ao final de tudo, rendem um super prêmio: um tanque de guerra de verdade.
A história vai se desenrolando e vamos encontrando nesse pai um amor sem igual pela sua família. Enfim, é mais um filme sobre a guerra, mas não é só mais um filme. O final é surpreendente (pelo menos pra mim foi). Mais surpreendente ainda é ver como há muita qualidade longe de Hollywood. Super merecido eles terem ficado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1999, desbancando Central do Brasil. Chorei muito e recomendo a todos.
Agora, até a próxima, com mais clássicos ou algum besteirol qualquer.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Ano novo, tudo novo?
Chegou 2015! Dizem que quando um ano novo chega, uma vida nova vem também. Poucas vezes escrevi uma listinha de metas (acho que nunca!). Mas faço uma listinha mental mesmo, com coisas que gostaria que acontecessem. Uma delas envolve esse lugarzinho que está comigo desde os primórdios das redes sociais. Nem sempre dou a atenção que ele merece, por isso, vamos mudar isso aqui!
Este ano me comprometo, publicamente, a escrever uma poesia, poema, soneto (ou seja lá o que for de bonito) por mês. Bom, tentarei que seja bonito. Na verdade pensei em algo mais impactante como 365 poemas, um por dia. Mas não quero me iludir achando que vou conseguir inspiração em um ano todo. Vamos começar aos poucos. No mínimo farei 12. Olha que avanço!?
Para começar, vou relembrar meu primeiro poeminha de quando eu tinha 11 anos. Escrevi sobre o amor, sem fazer ideia do que ele realmente era. De qualquer forma, saiu alguma coisa e eu ganhei um concurso da escola (só acho que a professora deveria ter me alertado que o amor não era essa dor toda). E lá vamos nós:
Você sabe o que é o amor?
Você sabe o que é o amor?
Aquele sentimento por tantos ditos
e por poucos sentidos
O amor! Aquele que arde por dentro
e transforma em cinzas todos os nossos sentimentos
Aquele que depois que chega,
é difícil ir embora
e quando vai
tudo embolora
Aquele que eu dizia ter
por alguém que nem conseguia me ver
Você sabe o que é o amor?
Aquele sentimento tão bonito e apavorante
que você começa a sentir em um instante
Você sabe o que é o amor?
Aquilo que dói
Aquilo que machuca
Aquilo que corrói
Você sabe o que é o amor?
Aquilo que só por te ver
me estimula a viver
Então? Descobriu o que é o amor?
Pois então posso dizer:
Estou amando você.
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