terça-feira, 24 de julho de 2018
Vamos falar sobre o KKK!
Esse post é apenas um desabafo sobre o KKK injustiçado. Eu ainda me pegunto o porquê desse preconceito não só com essa risada, mas também com quem a escolhe. Vamos convir que é muito mais simples pressionar o K loucamente no seu teclado do que ficar caçando o H e o A alternadamente. Isso quando a pessoa não quer ser engraçadona e incluir o U no meio. Ou seja, 3 teclas quando eu posso apenas escolher uma e imprimir a mesma emoção. É tanta emoção quando a gente está rindo que quando a risada é HAHAHA é óbvio que sai um G aleatório, um S nada a ver... Pra que complicar?
Quando a gente ri ou gargalha existe esse som na vida real? Não! Mas e daí? Nunca existiu POW ou PUFF, mas quando o Maurício colocava na Turma da Mônica eu entendia claramente o que estava acontecendo.
Então fica aqui meu protesto importantíssimo que com certeza permeia corações aflitos por aí como o meu. Eu vou usar o K sim e me aceitem do jeito que sou.
Me siga no Instagram pra gente pensar por lá: @CyntiaBravo
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
A melhor parte de crescer é ser você
Eu andei refletindo sobre como é bom crescer. Não vou negar que a infância continua sendo minha queridinha, afinal rasgar uma caixa de papelão e achar aquilo o evento mais divertido de todos é muito encantador. Mas, não dá pra ficar lá pra sempre. Então, se vamos crescer, que bom que chegamos à maturidade. Não que eu esteja um poço de sabedoria, longe disso. A diferença é que eu já entendi que não preciso ser igual a ninguém pra ser feliz. Quando era mais nova, entre a adolescência e a o início da fase de jovem adulta, eu insistia em ser parecida com quem eu admirava. E não, isso não incluía meus pais, porque né, que adolescente quer ser igual aos pais? (desculpa mom e papi, lidem com isso, amo vocês). Aos meus 20 anos eu gritava aos quatro ventos sobre meu ódio de praia. Não sei quando exatamente esse asco começou, só sei que me privei do mar por alguns anos porque detestava a areia, detestava o sal da água, detestava o sol queimando, detestava crianças correndo. Mentira, eu amo a praia! Eu amo o barulho das ondas e a paz que ele me traz. Amo ver os pássaros voando no céu azul, o aviãozinho com a propaganda que não consigo ler passando longe, observar se a criança se perdeu dos pais desnaturados, comprar um picolé que vai me dar dor de barriga depois. Eu amo a praia! Eu também tinha mania de julgar homens de regata. Dizia que era horroroso. Que maldade a nossa, mulheres que saem por aí fresquinhas com seus shortinhos e ribaninhas, não deixarem seus companheiros usarem uma camiseta. Pra um morador do Rio uma regata é um refrigério na alma. Homens, quanto a mim, a regata está liberada. Eu dizia que era fã de Star Wars. Na profissão que escolhi, 11 entre 10 pessoas dizem que gostam dessa série de filmes. A verdade é que eu NUNCA assisti a um filme sequer da trilogia, quadrilogia, seja lá o que seja. Pra você ver, não sei nem quantos filmes tem a essa altura. Primeiro que não consigo entender como uma história começa pelo fim que isso não é mangá nem nada pra estar de trás pra frente. Segundo que é nerdice pura e apesar de eu amar tecnologia eu não sou lá o melhor exemplar de nerd que existe por aí. Woddy Allen? Coloca aí nessa lista do “gosto, mas não vi” (ok, vi alguns, mas não suficiente pra me dizer fã de carteirinha). Sobre pagode em 2007: síncope toda vez que ouvia. Que música brega. Pagode em 2017: cadê o novo CD Tardezinha do Thiaguinho que preciso ouvir agora? Outra coisa muito boa que aprendi ao longo desses anos é dizer não. Já tentou? Você não precisa ser a pessoa mais fofa do mundo que aceita tudo para não ver os outros magoados enquanto por dentro se pergunta por que está naquela situação. Tente um “não” quando achar que é não. É divino. Mas de todos os aprendizados, acho que o melhor é descobrir que você não precisa ser quem os outros querem que você seja. Hoje, a opinião dos outros importa menos (importa, mas BEM menos). A verdade é que eu já sei quais “outros” trazem opiniões relevantes para o meu crescimento.
O fato é que eu nunca parei realmente para pensar se gostava
mesmo ou não de tudo isso. Eu simplesmente ouvia alguém dizendo que sim ou não
e pegava carona. Não era preguiça de pensar, eu só queria ser cool.
Manu Magalhães disse “Pode falar que eu não ligo, agora
amigo, eu estou em outra. Eu estou ficando velha, eu estou ficando louca.” E
Clarisse Falcão também disse “Eu sou problema meu”. E é isso. Minha verdade
hoje é que eu sou quem eu quero ser. Que bom que cresci para isso e que bom que
vou crescer mais para descobrir novos gostos e desenterrar desgostos.
terça-feira, 30 de junho de 2015
Uma curva no tempo (Dani Atkins) - leitura de junho
A
corrida continua e ainda em junho devorei outro livro. Dessa vez, fui muito
clichê e julguei o livro pela capa. Sim, me apaixonei perdidamente pela capa.
Além de linda e singela, ela tem um toque perfeito e a cada dia de leitura eu
passava uns 2 minutos passando a mão por ela, bem desocupada mesmo.
Enfim,
sobre o conteúdo. O livro conta a história de uma menina no auge da sua
juventude vivendo em uma pequena cidade e passando pela transição adolescência-vida
adulta. Ela tem um namorado perfeito, amigos adoráveis e um futuro promissor
pela frente. Até que um acidente leva a vida de todos desse grupo de amizade a
novos destinos. Após o acidente e com passar do tempo, 5 anos depois, ela se vê
em uma vida mesquinha totalmente diferente do planejado. Mas imagina acordar um
dia, e por um milagre, toda a realidade que você conhece se transformar? É isso
que acontece quando Rachel abre os olhos em um hospital, após um assalto e vê
que tudo o que havia vivido naqueles últimos 5 anos na verdade era uma ilusão e que na verdade ela tem uma vida perfeita. Ou não?
Como
o livro possui um certo mistério, não posso me aprofundar e contar mais
detalhes. Vale a leitura. Eu, como sou muito ansiosa e adoro um spoiler, tenho a
péssima mania de ler a última página do livro bem no início da jornada. Dessa
vez não deu muito certo, porque o fim é muito o fim. Sabe, aquele fim que fecha
a história e esclarece todo o livro? Por isso, lá pelo meio da leitura eu já
tinha sacado o enredo. Acho que se não tivesse bancado a espertinha só teria
matado a charada no final.
A
única crítica negativa é que tenho pouca paciência para textos com detalhes
irrelevantes, como “o céu azul púrpura que brilhava no anoitecer sob meus olhos
atentos de menina”, que no fundo no fundo é mais um céu azul. Sou prática, gosto de pá
pum. Então, pulei algumas palavras naquela leitura dinâmica de sempre.
Mas,
mesmo assim, quem quiser tentar uma história diferente vale sim a pena (e leia uma página por vez, na
ordem, por favor!!!).
Próxima
leitura: A Hora da História (Thrity
Umrigar)
sábado, 6 de junho de 2015
Depois de Auschwitz (Eva Schloss) - leitura de junho
Continuando minha saga, desta vez tive o privilégio de ler uma história da vida real, do tipo mais bela do que qualquer escritor criativo um dia poderia escrever.
Eu sou muito curiosa quando o assunto é Segunda Guerra Mundial. Leio e releio sobre o pior momento da humanidade, mas ainda não consigo acreditar que passamos por ela. Não consigo acreditar que um homem profundamente afetado por seus ideais retorcidos conseguiu levar o mundo ao caos, conseguiu matar milhares de pessoas inocentes e conseguiu mostrar que o homem pode liberar seu lado mais cruel quando busca por poder. Pois bem, Eva Schloss participou da história e sobreviveu para nos contar um pouquinho através da sua visão. Judia, como você já deve imaginar, ela passou pelo campo de concentração na Polônia e, apesar de todo horror e luta, conseguiu se salvar. Ela e sua mãe foram separadas do seu pai e irmão, que infelizmente, não tiveram a mesma sorte das duas mulheres. No livro, ela conta com detalhes os momentos que passou no campo e suas lembranças. Ao recomeçarem a vida, o destino as levou ao encontro de Otto Frank, pai da famosa Anne Frank. Com o passar dos anos, sua mãe e Otto engatam um romance e terminam suas vidas juntos. Eva se envolve no trabalho de divulgação do diário de Anne e com tantos encontros maravilhosos, acaba se tornando também escritora.
Eva escreve muito bem, talvez por isso acabar com 304 páginas em 1 semana não foi um problema. Além disso, ela conta a história de sua vida em todas as etapas. A gente conhece a Eva antes da guerra, durante a guerra, dentro do campo, após a guerra e hoje. Foi incrível poder conhecer um pouco sobre sua história. Recomendo e estou planejando ler seu primeiro livro - A história de Eva.
Obs: Como estou atrasada com a minha meta, ainda em junho vou ler Uma Curva no Tempo (Dani Atkins).
sábado, 23 de maio de 2015
O Meu pé de Laranja Lima (José Mauro Vasconcelos) - leitura de maio
Estava passando o tempo pela internet, quando me deparei com
o blog Depois que Li de uma menina parecida comigo, que gosta de ler. Em umpost sobre seus hábitos de leitura ela comentou que um dos livros que a tinha
feito chorar foi O Meu Pé de Laranja Lima. Fiquei super curiosa, porque apesar
de burra velha, nunca tinha lido.
Já estava com planos de comprar outros livros no dia
seguinte e aproveitei para fazer mais essa aquisição. Bela surpresa! Um dos
livros mais lindos e doces que já li na vida. Sim, mesmo burra velha, mesmo sem
as ilusões infantis, ainda assim, esse livro mexeu muito comigo e me fez
lembrar até mesmo a própria infância.
O livro conta a história do menino Zezé, que vem de família
muito pobre, mas que possui uma imaginação aflorada. Arteiro, apronta muito
pela vizinhança. Inteligente demais, essa criança possui uma sensibilidade de
adulto e é capaz de ver além das brincadeiras. Duas amizades se desenrolam ao
longo da leitura, a com o pé de laranja lima do seu quintal e com o Português,
um vizinho do bairro. Inclusive, o bairro é Bangu, aqui do meu ladinho. Me
senti em casa reconhecendo o nome das ruas.
E por que eu chorei? Porque a história dessa criança é tão
linda, cheia de sonhos, mas também cheia de dor. E porque é possível se jogar
nessas amizades como se fosse você na história. E porque no final tem um plus
inacreditável, daqueles melodramáticos. Depois que acabei de ler, ainda fiquei
1 hora soltando algumas lágrimas tímidas enquanto meu marido me julgava. E
sobre ter lido quando adulta, não poderia ter sido melhor. Se você já leu mais
novo, leia de novo. Sua imaturidade provavelmente não deixou entender toda a
beleza dessa história.
Sabe O Pequeno Príncipe? Então, não deixe de ler a nossa
versão tupiniquim. Ah! O livro é tão bom, que li em uma tarde e uma noite do
mesmo dia que comprei.
OBS: Eu sei que pulei março e abril no ciclo da leitura, mas
vou recuperar esse resultado. Próxima parada: “Depois de Auschwitz”.
Primavera Eterna (Paula Abreu) – livro de fevereiro
Enquanto eu procurava o livro FIM pela livraria, encontrei
esse outro na mesa e me pareceu uma leitura tão leve que não pude deixar de
comprar.
Primavera Eterna é da autora Paula Abreu, uma pessoa como eu
e você, que decidiu um dia que deveria começar a escrever, bem como sonhou
desde criança. Na verdade, me apaixonei pela capa do livro e pela história
envolver uma publicitária (no caso, minha querida profissão).
O livro conta a história de uma mulher jovem, a Maia, que
tem uma carreia promissora no Brasil e um namoro que parece perfeito. Mas, na
verdade, está presa num passado infantil, onde encontrou seu primeiro amor. Em uma
viagem de família, conhece Diogo, um menino que parecia um sonho. Já de volta
para a cidade, Maia descobre um dia que Diogo se mudou para os Estados Unidos
com a família e seu mundo se transforma em dor e saudade. Ao longo do tempo,
eles trocam algumas correspondências, mas nada com muito sucesso. Enquanto Maia
alimenta esse amor de infância, Diogo parece apenas crescer em Nova York. É por
isso que a personagem decide, em um dia qualquer, viajar para NY e encontrar
esse passado. Daí desenrola a história do reencontro e como as coisas podem ser
diferentes quando são vividas e não mais sonhadas.
Li em 2 dias se não me engano. O livro é muito leve, a
narrativa simples, e a história mamão com açúcar que de vez em quando faz muito
bem para a alma sair do peso do dia a dia tão maduro. Lei quando estiver afim
de esvaziar a mente.
FIM (Fernanda Torres) - livro de janeiro
Esse ano, além da minha meta de varrer o Netflix, também
quero varrer minha biblioteca e as livrarias mais próximas, porque ler pra mim
é como beber pra quem gosta de cerveja. Pretendo ler 1 livro por mês, ou pelo
menos, 12 no ano. Então, comecei pelo FIM.
FIM é o primeiro livro da Fernanda Torres. Sobre a
escritora, acho que dispensa comentários. Para mim, uma das melhores comediantes
que me faz rir só de estar parada. Com tanto burburinho, não pude deixar de
conferir a obra. Mas, não foi muito bem como eu esperava.
O livro conta várias histórias de homens no final de suas
vidas. Todas as histórias de cruzam. Grandes amigos de juventude que possuem
amores cruzados, esbórnia a vontade e fins não muito glamurosos. As histórias
se passam na Zona Sul do Rio, com as praias e bordeis como principais cenários.
Sendo bem sincera, achei as histórias chatas, só isso. E serei julgada por 99%
da população depois dessa afirmação? Serei. Mas é a minha percepção. Desculpem-me.
Achei a narrativa enrolada, e no fim do primeiro capítulo eu já não sabia quem
eram os personagens de tantos nomes misturados. Pensei em desistir de ler, mas
se desistisse não teria moral alguma para criticar. Então, fui até o fim do
FIM, e chateada demais, continuei achando ruim. Eu estava numa expectativa tão
grande por essa leitura, e o escolhi para ser o primeiro livro da minha saga
leitora do ano, que quando me deparei com a história fiquei muito decepcionada.
Mas, essa foi uma percepção minha e como já disse, o
burburinho em cima dele é tão grande que talvez eu seja o E.T.. Por isso, leiam
e tirem suas próprias conclusões.
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